sexta-feira, novembro 07, 2008

Hagáquê nas 6ªs séries da Escola Barão de Cêrro Largo


Dias 06 e 07/11, pela manhã, atuei como apoiador da profª Angela Fonseca, da disciplina de Português, da E.E.E.F. Barão de Cêrro Largo, no município de Rio Grande - RS - Brasil, que utilizou o software Hagáquê com seus alunos da 6ª série do ensino fundamental, turmas 62 (na quinta-feira) e 61 e 63 (na sexta-feira).
A professora Angela já foi cursista das oficinas de Jogos Educacionais do NTE Rio Grande/18ªCRE, onde atuo como multiplicador de informática educativa, capacitando professores da rede pública estadual. Nessas oficinas além do HQ, utilizamos outros softwares educacionais, fornecidos pela Central de Apoio Tecnológico à Educação, integrante do Setor Pedagógico da Secretaria Estadual da Educação do Rio Grande do Sul, a qual os NTEs estão vinculados. O NTE Rio Grande, que é um núcleo estadual, funciona justamente no pavilhão dos fundos da Escola Barão. Existem também os NTMs, que são Núcleos de Tecnologia Educacional Municipais, vinculados às Secretarias Municipais de Educação, que também atuam com a questão da informática educativa.
O Hagáguê, que descobri anos atrás, graças a indicação do colega Alexandre Soares, da CATE/Seduc-RS, foi desenvolvido pelo NIED/UNICAMP, e pode ser baixado gratuitamente pelo link abaixo:

Hagáquê

Como sempre digo, mais do que efeito de retórica: sempre mais aprendo do que ensino. E pra comprovar isso, durante esse dois dias, ensinando aos alunos da 6ª série da Escola Barão a como usar o Hagáquê, acabei aprendendo algumas coisas na edição de imagens, enquanto ensinava outras coisas que aprendi com outros alunos, em outros projetos e atividades. Como a gurizada ficou entusiasmada em usar outras imagens do computador, da internet, do MP3 e etc., além de cenários, personagens e objetos disponibilizados pelo HQ, mostrei a eles como editar imagens através do paint, copiando e colando, recortando, usando a tecla print screen que literalmente tira uma fotografia da imagem na tela, que ao ser colada no paint permite sua edição. E nessa troca, aprendi a como usar eficientemente o recurso do conta-gotas do paint, para capturar uma textura e colar (ou pintar) nesses recortes que o paint brush, por mais peritos que sejamos no mouse, sempre deixa uma beirada em branco. Desse "choque de gerações", muitas coisas aprendo e ensino sempre.
Muitos daqueles meninos e meninas da 6ª série acompanho seus passos desde a educação infantil na Escola Barão, pois desses quase 16 anos de educação (que completarei em dezembro), apenas 2 anos estive fora, exercendo a função de assessor jurídico na 18ª Coordenadoria Regional de Educação, em Rio Grande - RS. Em 2002 retornei a escola em função administrativa (secretaria), para em 2005, quando o NTE foi implantado na escola, passar atuar primeiramente como técnico em informática, para depois me especializar em tecnologia educacional, capacitando professores e coordenando projetos de informática com alunos do ensino regular e da educação especial.
Olhando para trás, nesses quase 16 anos, dá para montar uma verdadeira "história em quadrinhos" de quantas atividades e projetos que participei, quantas coisas que presenciei, quantos colegas tive, viagens fiz, trocas e intercâmbios fiz, histórias reais que influenciaram minhas ficções e vice-versa, etc. Como em um Gibi, a memória vai desenhando em minha mente uma sucessão de quadros e mais quadros, e percebo que tenho aprendido muita coisa com meus alunos, sejam professores/cursistas ou estudantes.
O Hagáquê, software, é uma grande ferramenta para professores e alunos interagirem contando uns aos outros suas histórias de vida. Na semana que vem temos novo encontro com as mesmas turmas. Futuramente, pretendo propor aos professores parcerios que tenho o uso de pequenas histórias, contos, letra de música, vídeos, como forma de sensibilizar os alunos para a partir disso produzirem uma HQ, usando da criatividade e originalidade de cada um. Ano passado, com a profª Simone Zogbi, da 4ª série, estabeleci uma parceria usando o Hagáquê e sugerindo que os alunos usassem as fotos de um passeio ecológico que fizeram, sendo eles próprios os personagens de suas histórias e o projeto foi inclusive destacado por jornal aqui da região, e neste blog também.
Precisamos deixar de lado aquela idéia que para fazer projetos eficientes, precisamos muitas vezes usar todo um aparato tecnológico de última geração. Este blog tem divulgado sempre que possível os projetos de colegas que se destacam mais pela criatividade e originalidade do que pela tecnologia pura e simples.
Como gosto de lembrar: uma microcomputador, dito ultrapassado, que tenha um editor de texto, uma planilha de cálculo e um software criação e apresentação de slides, junto a programas não tão sofisticados mas eficientes, pode ser um grande produtor de conteúdos educacionais... De nada adianta um laboratório fantástico para fazer o trivial. Melhor investir em professores diferenciados que sabem trazer o alunado para o seu lado, estimulando a criatividade, a originalidade e o trabalho compartilhado.

Alguns links sobre o Hagáquê no NTE Rio Grande/18ª CRE:

Educação especial e o uso do Hagáquê

Hagáquê e a aprendizagem compartilhada

Projeto de aprendizagem com o Hagáquê

Observação 1: Quando feito o download do Hagáquê, e posteriormente sua instalação no PC, há entre os arquivos um tutorial muito bom, que mostra como usá-lo de forma prática.
Observação 2: Slide show acima, feito por mim, a partir de fotografias tiradas no Laboratório 1, do NTE Rio Grande/18ªCRE, junto à EEEF Barão de Cêrro Largo - Rio Grande - RS - Brasil.

4 Comments:

Anonymous Vera ~Arte Brasilis said...

ESPECIALÍSSIMO ESTE TRABALHO, ZÉ. PARABENS AOS PROFESSORES, QUE ESTÃO ENSINANDO DE FORMA LÚDICA E GOSTOSA. E TOMARA QUE ALGUNS TALENTOS SEJAM DESCOBERTOS AÍ NESTES BANCOS ESCOLARES...SE PUDER, PUBLIQUE ALGUNS TRABALHOS DE ALUNOS NO SEU BLOG...

...O ENSINO PRECISA DE MUITA CRIATIVIDADE !

VOU ESPIAR OS LINKS INDICADOS.
VC SABE SE HÁ ALGUM CURSO SEMELHANTE, PARA JOVENS OU PARA EDUCADORES, AQUI EM SP ?

ABÇ
VERA - ARTE BRASILIS

14:15  
Blogger Teresinha Bernardete Motter said...

É isso mesmo Zé, o que vale é criar um ambiente de aprendizagem seja qual for a ferramenta ou aplicativo usado.Penso que, os alunos gostam muito do HagáQuê, ainda mais quando usado com figuras que eles mesmo importam, assim como tu fez.
bjs amigo
Berna

17:34  
Blogger José Antonio Klaes Roig said...

Oi, Vera. Cada vez mais penso que o professor do futuro terá que arcar com esse compromisso da arte e cultura em seu fazer pedagógico. Não há outro meio de sensibilizar o alunado, apenas com o conteúdo formal se não lhe mostrar pra que serve isso, aquilo e aquilo outro, com o enfoque social. O Hagáquê é um software incrível por isso, que propÕem o uso da criatividade de seu usuário quando permite que usem imagens diversas, além das que ele carrega. Já fizemos oficinas com o uso do HQ e os resulatdos foram sempre interessantes. Dessa atividade com a profª Angela, terá essa semana e na próxima mais 2 encontros, e o resultado será apresnetado na Mostra Cultural daa EEEF Barão de Cêrro Largo. Depois, claro, que divulgarei aqui no blog. Aguarde. Um abração, miga. Ainda estou na correria, mas sempre fazendo coisas que gosto. Zé

11:01  
Blogger José Antonio Klaes Roig said...

OI, Berna. O HQ é D+, como dizem os alunos! hehehe. A aprendizagem é mútua quando unimos profs. e alunos em torno da tecnologia educacional, ambos os pólos aprendem junto, para satisfação de Paulo Freire, onde quer que esteja. Ele sempre dizia isso, que ninguém ensina ninguém, e todos aprendem em comunhão (+ ou -, assim). Agora que estou com laptop (comprei no findi), poderei nas visitas às escolas ter um material â mão, pra poder melhor mostrar várias possibilidades. Pen drive não dá pra tudo que surge e as idéias que vão aparecendo durante oficinas, palestras, etc. Um abração, miga. Zé.

11:05  

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