terça-feira, janeiro 27, 2009

Meme literário


Visitando o blog Etc e tal: entre o caos e o cósmico, da colega e amiga Elis Zampieri, achei esse interessante Meme, com enfoque literário.

1-Agarrar o livro mais próximo;
2-Abrir na página 161;
3-Procurar 5ª frase completa;
4-Colocar a frase no blog;
5-Repassar pra 5 pessoas;

Pois, era final do dia de ontem, estava debruçado sobre o notebook, fazendo o fichamento do livro Solo de Clarineta, volume I, das memórias de Erico Veríssimo, o qual é objeto de minha dissertação de mestrado em Letras. Porém, como faço, dentro de minhas multifunções, lia de fato e aos poucos, ao lado, o livro A Água e os Sonhos, de Gaston Bachelard, emprestado por minha prima Sara, colega de mestrado.
Nele, Bachelard trata, dentre outras coisas, das "condições objetivas do narcisismo", um dos temas que abordo, através da análise da autobiografia de Veríssimo, com o enfoque literário.
E lá na página 161 (que ainda não cheguei a ler), procurei a 5ª frase completa, para, conforme o meme, colocar no blog. Eis ela, logo abaixo:

"Em certas horas, o ser humano é uma planta que deseja a água do céu".
Gaston Bachelard, in: A Água e os Sonhos (Martins Fontes, 2002).

Feito isso, deixo, como Elis fez, a indicação para que os primeiros 5 ou mais visitantes do blog Letra Viva, interessados em repassar esse meme, assim o façam, por conta da absoluta falta de tempo de ir de blog em blog, convidando amigos e colegas para isso.
O meme é, em certas situações - como este ou como naquelas que indica blogs premiados -, uma forma de corrente do bem, valorizando e divulgando ações e pessoas.
Para saber mais de Meme, em sentido amplo (comportamentos replicados), basta visitar o link abaixo, extraído da wikipédia.

Meme - wikipédia

Observação 1: Como estava lendo Bachelard e não Veríssimo, optei em seguir a intenção do meme. Entretanto, cabe o comentário de que a cada leitura que faço de Solo de Clarineta (volume I), novas surpresas encontro, como quem vê um filme pela segunda ou terceira vez e percebe cenas que antes não tinha dado-se conta em sua plenitude.
Li pela primeira vez Solo de Clarineta, em 1982, quando tinha dezessete para dezoito anos; depois, em 2006, para a especialização em História do Rio Grande do Sul, quando abordei a questão da identidade, entre o arquétipo e gaúcho típico, na obra de Veríssimo (tanto na sua autobiografia como em O Tempo e o Vento); por fim, agora no mestrado, com um caráter mais literário do que histórico, torno a reler um de meus autores preferidos, que despertou em mim a vontade de ser escritor.
A cada leitura, o livro é o mesmo, mas o leitor é outro. Novas vivências e bagagem cultural se assomam em mim. E a cada releitura, coisas que passaram despercebidas, surgem das entrelinhas do texto. Assim é a vida, como na frase extraída do livro de Bachelard...
Observação 2: Curiosamente, foi nessa época em que li Solo de Clarineta pela primeira vez que minha prima Sara Pinho, hoje minha colega de mestrado, nasceu.
Observação 3: Imagem acima, extraída da internet, do endereço abaixo
www.outubro.blogger.com.br/09_sonhar.jpg

1 Comments:

Blogger Elis Zampieri said...

Uhumm! To aqui lendo. Incrível como sua escrita flui Zé. Voc~e começa e não pára mais (risos)
Até um simples meme vira uma reflexão, fruição, deleite de um escritor nato.

Valeu Zé!
Bjos da Elis (que ta cada vez mais fâ)

22:09  

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