domingo, fevereiro 24, 2008

Indicação de blog sobre inclusão educacional


Como blogueiro educacional, pertenço a lista de e-mails entre outros educadores que possuem blog (diário virtual) educacional. Nem sempre, por falta de tempo, participo das discussões, mas freqüentemente leio as mensagens e indico no Letra Viva algumas indicações. Destaco, nesta postagem, o blog Tópicos em Autismo e Inclusão para conhecimento dos educadores que trabalham com esse tema ou que se interessam pela questão da inclusão em sentido amplo. Mesmo quem atua em atividades e projetos inclusivos, como é o meu caso (há 3 anos), precisa constantemente se atualizar sobre um tema amplo, complexo e necessário. A inclusão deve ser pensada como um ato primeiro de cidadania, em que podem e devem ser abordados aspectos educacionais e sociais.
Em matéria de inclusão, um dos aspectos necessários ao bom educador é saber dintigüir os limites dos portadores de necessidades educativas especiais (PNEEs), e no texto presente no blog Tópicos em Autismo e Inclusão, intitulado 10 COISAS QUE TODA CRIANÇA COM AUTISMO GOSTARIA QUE VOCÊ SOUBESSE, há um indicador que merece nossa reflexão: "3) Por favor, lembre de distinguir entre não poder (eu não quero fazer) e eu não posso (eu não consigo fazer). Receber e expressar a linguagem e vocabulário pode ser muito difícil para mim. Não é que eu não escute as frases. É que eu não te compreendo. Quando você me chama do outro lado do quarto, isto é o que eu escuto 'BBBFFFZZZZSWERSRTDSRDTYFDYT João'. Ao invés disso, venha falar comigo diretamente com um vocabulário simples: 'João, por favor, coloque o seu livro na estante. Está na hora de almoçar'. Isso me diz o que você quer que eu faça e o que vai acontecer depois. Assim é mais fácil para compreender".
Seja com autistas, os crianças e jovens com síndrome de Down, mutismo, cegueira, baixa visão, deficiência motora, surdez, etc., saber distingüir entre o que é possível e o que é improvável torna-se essencial para que o educador e o familiar saibam atuar junto ao PNEE. Assim como a criança em classe regular tem seu limite de aprendizagem classificado em "séries", o aluno de classe especial, ou egresso dessa e incluído em turma inclusiva têm seu tem de aprendizagem e suas limitações.
Por isso, sugiro aos educadores interessados no processo inclusivo, uma visita periódica ao referido blog, acima citado, que traz diversos artigos de especialistas, que auxiliarão o trabalho de quem já atua com classes de inclusão, ou que um dia poderá ter alunos PNEEs em sua turma. Muitos dos que são contra o processo de inclusão, o são mais por desconhecimento de causa (falta de capacitação e/ou experiência) do que por ter uma opinião formada sobre o assunto. Outros, por não se considerarem aptos para esse desafio. Incluir o professor antes do que o aluno no processo inclusivo torna-se fundamental, pois é o educador que deve mediar o processo como um todo, com o auxílio da família, da escola e de gestor público. Sem que exista essa triangulação em torno do professor e sua turma, com planejamento, capacitação e avaliação constante dos resultados, tudo será apenas uma tentativa de inclusão, e não um processo efetivo e eficiente de inclusão.
Observação: Imagem acima, intitulada "folha-em-branco-voando", extraída da internet, do endereço http://charagoesquerdo.files.wordpress.com

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