sábado, abril 18, 2009

Festival do minuto: A vida é uma só...



Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=U-bYfJ0EDGE

A Vida é Uma Só, vídeo de Fernando Bianchi, premiado no Festival do Minuto, 2004 (www.festivaldominuto.com.br) é para mim uma pequena obra-prima, pela criatividade, originalidade e mensagem contida no título e no enredo. Fantástico. Para ser visto e revisto.
Descobri o referido acima, pesquisando no You Tube alguns pequenos vídeos para publicar no meu novo blog Educa Tube (http://educa-tube.blogspot.com), que foi criado para divulgar e receber indicações de vídeos com enfoque educacional ou adaptáveis à educação; e vídeos feitos por educadores ou não.
Todos somos, de uma forma ou de outra, através de nossos exemplos, também educadores, trabalhemos ou não na educação.

Apresentação do vídeo no You Tube:
"Uma diferença de ponto de vista pode mudar tudo".

Realmente, o vídeo trabalha com a questão da perspectiva forçada, muito usada no cinema, antes dos efeitos especiais computadorizados serem banalizados, tempo em que com poucos recursos grandes diretores e diretores de fotografia concebiam suas ideias na base de forçar uma falsa perspectiva, como o vídeo brilhantemente nos mostra. Com o quadro fechado, parece que o carro atropela a mãe com o bebê no colo, mas abrindo esse quadro, vemos que o automóvel está fora de escala. Trata-se de um menino brincando de carrinho alguns metros a frente da mulher carregando a criança de colo.
Um pequeno vídeo com uma grande ideia que pode ser trabalhada no contexto escolar sobre as falsas impressões, sobre a avaliação precipitada de algo sem o devido "enquadramento" de câmera e olhar. Para estimular a consciência crítica e a visão detalhista do alunado. Um vídeo simplesmente fantástico, que mexe com os opostos.
Afinal, se a vida é uma só (até prova em contrário), nossa visão é multifacetada, dependendo do ponto de vista, dos valores éticos, morais, religiosos, filosóficos etc a ela incorporados...
Como as próprias legendas do filme colocam: "A vida é uma só. Os pontos de vista é que são diferentes".
O ponto de vista do professor é oposto do aluno, mas sem a perspectiva forçada do primeiro em relação ao segundo, o ato de educar fica limitado a apenas um campo de visão... Incrivelmente, tanto professor como aluno hoje podem dizer que a vida não é uma só, pois o primeiro desdobra-se em mais de uma escola (alguns com jornada tripla), tendo afazeres domésticos e tudo mais. Uma "vida" apenas é insuficiente para dar conta de tantas atividades e às vezes adversidades. Já o aluno, aquele que já está integrado aos multimeios, tem uma vida real e paralelo a isso um clone digital que passa mais conectado ao mundo virtual do que ao real. No ciberespaço cria perfis (reais e imaginários) em orkut, msn, chats, utiliza celular, câmera fotográfica, mp3, mp4, etc. Mas seu enfoque é lúdico, de brincadeira, pouco direcionado à educação e ao conhecimento prático das coisas que nos cercam.
Este post é fruto da reflexão ocorrida após comentário neste blog, da colega Tati Martins, editora do blog Mulher é desdobrável. Eu sou., noutro post, intitulado
100 anos de glórias. Nele, Tati comenta comigo o que passo a publicar abaixo:

(...) "vamos falar de eduçação...
Você escreveu:
"cabe ao educador do século XXI, com a mente no século XXI, e não no XIX, reconhecer que o aluno domina melhor os multimeios e a tecnologia em geral mais que nós, sejamos ou não especialistas. E dominam pois sabem compartilhar suas descobertas com os colegas"
Sabe uma coisa que tenho pensado? Existe mais medo, preconceito e bloqueio dos professores do que real conhecimento dos alunos. Vejo pela minha "clientela". Meus alunos são de classe média alta, usuários constantes de Orkut, MSN, Youtube, mas fora as ferramentas da moda adolescente, pouco sabem - com exceção dos aficcionados. Nós temos uma falsa ideia de que eles são os tais, poderosos. Hoje percebo que eu, dentro de todas as minhas limitações - e juro não são poucas - dou um banho em prática de uso em uns 90% deles.
O que considero importante na sua citação é a questão da troca, da partilha. Eles sabem viver o que o professor Jarbas Novelino chama de "comunidades de paixão". Trocam e partilham tudo o que descobrem e de que gostam. Aí, talvez esteja a grande diferença entre eles e nós, nascidos antes dessa geração.
Não tenho dados sobre o que estou falando. São apenas sensações, elucubrações de minha prática diária".


Acredito que a convergência tecnológica e educacional (de trabalhar com múltiplas perspectivas e multifuncionais equipamentos), talvez seja o caminho para a convergência social.
Grato Tati, pela visita e comentário pertinente que me estimulou a esta publicação. É de sensações e percepções individuais que a educação apresenta seus problemas e propõe suas soluções. Um abraço, Zé.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Uma expressão melhor do que "banalização" dos recursos proporcionados pelo compuatdor, seria "democratização"!

O video que voce destaca, conta com trabalho de produtora profissa ( fazem uso de grua,camera profissional, etc) com recursos acessiveis para poucos!

Confira aqui
http://www.festivaldominuto.com.br/templates/Player.aspx?contentId=11333&id=4

um video(originalmente 12 min, reduzidos para 1min!) que enviei a poucos dias para o referido Festival.
Utilizei uma camera simples(popular camera fotografica digital!), e um singelo recurso no final realizado com o premiere, com ispirações surrealistas derivadas do pensamento plastico do Magritte! A curadoria deu uma boa nota, mas nao percebeu esta referencia, confira quando puder.
Abs,
A

01:38  

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