sexta-feira, julho 25, 2008

25 de julho, Dia do Escritor


Em homenagem ao Dia do Escritor, que comemora-se neste 25/7, como escritor e poeta, aproveito a oportunidade para destacar abaixo, outra interessantíssima indicação do amigo Robson Freire, editor do blog Caldeirão de Idéias, e multiplicadore de informática educativa (como eu, só que) no NTE Itaperuna - RJ.
Trata-se do StorYBook: Software Livre para Escritores, que pode ser baixado pelo Caldeirão, através do link abaixo:

StorYBook: Software Livre para Escritores

Incrível. Iniciei a escrever meus primeiros versos aos 17 anos, no longínquo 1981, a lápis, num bloco de notas. Poemas de adolescente para um amor que ainda estava por vir. Dez anos depois, em 1991, iniciei meus primeiros passos na informática, digitando textos para um colega que tinha um escritório de advocacia. Lembro de anotar numa agenda o passo-a-passo de ligar e desligar o PC, configurar página, fazer margem, configurar impressão, etc. Sempre escrevi, seja poemas, crônicas, contos, algumas novelas, todas registradas na Fundação Biblioteca Nacional (FBN), até poder realizar o sonho de publicar meu primeiro livro, chamado Realidade Virtual, lançado na 18ª Bienal Internacional do Livro, em São Paulo (abril/2004), e em outro do mesmo ano, tendo o mesmo sido selecionado pela editora Litteris - RJ, para participar do estande Brasil, na Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, estando o referido, desde então, no catálogo internacional de direitos autorais, caso um dia alguma editora estrangeira se interesse pela sua aquisição.
Mas quando iniciei os primeiros passos na informática, sem saber que um dia trabalharia com esse tema, no âmbito educacional, ainda era um escritor que rabiscava tudo a mão, não acreditando que um dia, como hoje, não passaria sem escrever direto num editor de texto, vendo a obra criar vida na tela de um computador. Atualmente só escrevo em papel, se não tiver um PC por perto. Meu sonho de consumo é um laptop, ou palmtop, para agilizar mais ainda a escrita, seja onde estiver.
No Dia do Escritor, um conselho àqueles que escrevem e sonham um dia publicar seus livros. Não existe bom escritor, sem antes um grande leitor, e revoguem-se as disposições em contrário. Risos. Além disso, deve-se ter na exata medida, uma dose de crítica e uma pitada de autocrítica, não deixando tudo a cargo de parentes e amigos, que às vezes são mais fãs da pessoa que do autor. Remetam para editoras. Existem algumas que recebem, via correio eletrônico, outras por remessa de Correio tradiconal dos originais impressos. Sempre registrem a autoria da obra. E aguardem. Algumas não irão responder, extravios ou coisa semelhante. Outras irão responder pró-forma, em formulário padrão, agradecendo o envio e informando não ter interesse na publicação. Outras colocarão o arquivo ou enviarão orçamento, tipo tantas páginas, custo tanto. Outras, se interessadas, pedirão prazo para avaliação, e aí, pode ser que surja uma boa proposta editorial.
Publicar, para um escritor é a meta final, o que importa é dar vida aos personagens e à história, e que ambos faças sentido para além de seu autor. Talvez venham de críticos, avaliação dura. E ai, das duas uma: ou eles podem estar certos, ou errados. Antes de lançar meu livro - lembro a jovens, estudantes ou aspirantes a escritor(a)em palestras -, recebi 3 respostas. Uma, favorável e duas desfavoráveis. Destas, uma dizia que "eu deveria viver a ter o que dizer", outra "que eu não merecia ser publicado, pelo menos por aquela editora". A favorável, foi o oposto, elogiando a forma da escrita. E ai, o dilema... As duas primeiras, um pouco rígidas, chegaram bem antes da favorável, e, eu, com mais de 30 anos, um homem maduro, fiquei com um bloqueio criativo, que durante um mês sequer peguei um livro. Imaginem só se fossem tais palavras dirigidas ao jovem de 17 anos!!! Com certeza não estaria aqui hoje, nem terei blog, e minha vida teria mudado 360º. Não sei se para melhor ou pior, mas não teria na palavra a minha maior fonte de inspiração e de viver a ter o que dizer... Enfim, após esse incidente, pré-lançamento do livro, somente voltei a rabiscar algo depois de três meses. Exatamente quando chegou a da editora pela qual "arrisquei", ficando ainda seis meses num dilema de "publicar ou não publicar, eis a questão!" Então, um conselho de um "tio" aos jovens escritores: "Na Literatura, bem como na Medicina, uma segunda pou terceira opinião é importante", e não se deixem abalar por críticas nem abandonem a escrita ao primeiro insucesso. A vida está repleta de erros de avaliação. O genial Charles Chaplin, um dia concorreu ao concurso de melhor imitador de Carlitos (imortal personagem do Cinema Mudo, criado por ele próprio), e, curiosamente, ficou com o terceiro lugar! Coisas da Vida.
Então, um Feliz Dia do Escritor a todos que juntam letras e formam palavras, e que com palavras reunidas formam belas frases, e com frases bem construídas criam uma narrativa, e que está proporciona aos leitores de todas as idades uma viagem ao imaginário de cada um.
Um grande abraço também ao amigo Robson, que soube que também escreve e que tem um projeto com sua filha, de fazer uma releitura para a Arca de Noé, trazendo-a para os dias atuais. Convide-me para o lançamento, quando terminar o projeto e for lançá-lo. Grato amigo, por mais uma fantástica indicação.

1 Comments:

Blogger Teresinha Bernardete Motter said...

Parabéns pelo teu dia!!!
bjs
Berna

19:23  

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