domingo, maio 18, 2008

A vida intertextual: cinema e realidade


Segundo a enciclopédia virtual Wikipédia, o termo Intertextualidade significa "um 'diálogo' entre textos. Esse diálogo pressupõe um universo cultural muito amplo e complexo, pois implica na identificação e no reconhecimento de remissões a obras ou a trechos mais ou menos conhecidos. Dependendo da situação, a intertextualidade tem funções diferentes que dependem dos textos/ contextos em que ela é inserida. Evidentemente, o fenômeno da intertextualidade está ligado ao 'conhecimento de mundo', que deve ser compartilhado, ou seja, comum ao produtor e ao receptor de textos".
E como tal, na vida intertextualidade "O diálogo pode ocorrer em diversas áreas do conhecimento,não se restringindo única e exclusivamente a textos literários" (Wikipédia). E esse diálogo pode ocorrer através das variadas manifestações comunicativas entre os seres humanos, como o cinema, a literatura, a pintura, a publicidade, as artes em geral.
Assim sendo, a intertextualidade é "um fenômeno constitutivo da produção do sentido e pode-se dar entre textos expressos por diferentes linguagens” (Silva, 2002). In: SILVA, Maurício da. Repensando a leitura na escola: um mosaico. Niterói: EdUFF, 2002. Citado por Renata da Silva de Barcellos(C.E.Ten. Otavio Pinheiro), no texto A intertextualidade e o ensino de Língua Portuguesa.

Aproveitei essa introdução teórica, para poder embasar o conteúdo desta postagem, intitulada por mim de A vida intertextual: cinema e realidade. Há muito tempo que tenho observado essas influências da realidade na ficção e vice-versa. No cinema mesmo, em 2008, comemora-se os 40 anos de um dos filmes mais impactantes e revolucionários produzidos pela sétima arte, chamado 2001 - Uma odisséia no espaço, com direção intertextual de Stanley Kubrick, já que a película é inspirada no livro homônimo de Arthur Clark. Com trilha sonora perfeita, efeitos visuais impressionantes para a época, e tratando de temas que seriam a tônica, 40 anos depois: supercomputador controlando tudo, viagens espaciais, cooperação entre americanos e russos no espaço (algo futurista e improvável há 40, 30, 20, anos atrás...). A vida foi intertextual com o cinema, nesse caso...
A série Lost , um dos maiores fenômenos da TV, na atualidade, é nitidamente intertextual com o filme Planeta dos Macacos (1968), no que tange a um grupo de pessoas numa nave (avião, no primeiro caso, e nave espacial, no segundo), que após acidente caem num local, em princípio, desabitado (em Lost, uma ilha, no Planeta dos Macacos, um planeta remoto), mas que pouco a pouco vão descobrindo que existem Os Outros naquele mundo desconhecido, o que provoca a cada cena o estranhamento nos personagens e principalmente nos espectadores. O final de O Planeta dos Macacos é impactante, e pra mim uma das cenas mais poderosas do cinema, que explica em minutos o grande argumento do filme. O final de Lost, tudo indica, pelo intricado da trama, também será inesperado. Vale a pena conferir no YouTube o final do filme de 40 anos atrás, mas ainda intertextual com o presente, clicando no link abaixo.
Cena final de O Planeta dos Macacos (1968).

Mas o que me motivou esta postagem foi a leitura da Revista Planeta , edição maio/2008, emprestada por minha mãe (professora aposentada, e minha incetivadora do hábito da leitura, desde a tenra idade), tratando de notícia (p.10), na coluna Volta ao mundo, que reproduzo abaixo:
GAROTO MAGNÉTICO: Joseph Falciatano, de 12 anos, de Richland, Estados Unidos, consegue travar computadores devido ao excesso de energia estátic do seu corpo. A solução encontrada para que o garoto pudesse usar os equipamentos eletrônicos sem problemas foi colocar um forro embaixo do computador e uma pulseira antiestática no braço de Joseph. O menino também apresentava problemas ao jogar videogame. Agora, ele brinca normalmente utilizando controles remotos sem fio. De acordo com especialistas, uma série de fatores pode deixar o corpo eletrizado, como o tipo de roupa utilizada, calçados com solas isolantes, a maneira de andar - arrastando ou não os pés no tapete ou carpete - ou a permanência constante em salas com pouca umidade.
O seu equivalente intertextual na ficção é a minha indicação do belo filme que assisti anos atrás, chamado ENERGIA PURA (Powder), de 1995, com o ator Sean Patrick Flanery fazendo o papel de um jovem que por causa da aparência estranha, vive escondido, entre livros, até que seu avô, com quem vivia isolado, morre. A partir daí precisa conviver com outros, que percebem que o rapaz tem estranhos poderes envolvendo a energia, mudando a vida de quem está ao seu redor. Um filme daqueles para ser visto entre pais e filhos, professores e alunos, pois trata de questões como inteligência, preconceito, convivência, educação. Fica aí minha indicação intertextual entre o cinema e a vida real.
Observação: Imagem acima, extraída da internet, do endereço
http://lifeisaloop.weblogger.com.br/img/powder.jpg

2 Comments:

Blogger Teresinha Bernardete Motter said...

Oi Zé, estou com saudades de ti. "Modernizei" um pouco meu blog , queria que tu olhasse.Vi que colocaste uma foto nova ...ficou muito bem.
bjs
Berna

18:32  
Blogger chenlina said...

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