sábado, novembro 24, 2007

Sobre conversores e conversão para TV Digital


Notícia extraída do portal Yahoo! Brasil trata sobre as mais recentes informações sobre custo e possibilidades dos conversores para recepção da sinal de TV Digital em aparelhos analógicos. O principal impasse entre Governo Federal e fabricantes é o custo de aquisição dos mesmos que, antes anunciado entre R$ 150 e R$ 250, deve ultrapassar os R$ 450. Saiba mais detalhes acessando o link abaixo:
Contra governo, TV Digital começará com conversores custando acima de R$ 450
Como seres televisivos, cada vez mais integrados ao mundo digital, no sentido da informática, vivemos um tempo de transformações sociais. Entretanto, essas transformações têm pontos positivos e negativos. O primeiro é sem dúvida o lado positivo da qualidade da imagem e do som, sem falar em outras possibilidades de interação e formação educacional, via TV Digital, inclusive EAD (educação a distância), que convenhamos, abrirá inúmeras alternativas de socialização do conhecimento. O lado negativo, além desse custo inicial, que onerará demais as classes menos privilegiadas, caso Governo e fabricantes não cheguem a um acordo sobre o preço de mercado, é também o fato de que de nada adiantará imagem e som de última geração se as TVs continuarem a re/produzir conteúdos vazios, vagos ou apelativos, como os expostos na maioria das grades de programação dos canais abertos. Entendo que numa democracia todos devam ter vez e voz. Mas o que percebo em linhas gerais na programação da TV aberta é a tentativa não apenas de divulgar fatos, mas criá-los, e em alguns casos mais séris, manipulá-los, de acordo com interesses nada sociais e educacionais. Incrível ver cantores que são "obra-prima" apenas de emissoras de TV A, B e C. Humoristas que só fazem sucesso num determinado canal. Jornalistas que mudam de emissora e mudam também seu comportamento. Mas, acima de tudo, telenovelas apelativas, sempre com o intuito de mostrar mais corpos do que mentes, mais caras e bocas do que falas interessantes. E esse padrão de comportamento televisivo repercute de forma cristalina em sala de aula e no ambiente escolar, estimulando cada vez mais precocemente a libido e certa agressividade. Dentro da especialização em tecnologia educacional cheguei a iniciar uma breve análise da televisão como aliada do processo educacional (e ela pode ser sim muito importante nisso), mas também percebi a influência nociva, em determinados casos, numa geração que se alfabetiza antes em tecnologia (celular, TV, rádio, videogame, etc), antes mesmo de entrar para os bancos escolares. E onde a família está distante, numa verdadeira educação a distância, no sentido inverso do termo. Pais distantes, filhos receptivos a sinais televisivos ou não, de todo tipo de comportamento social e anti-social.
Como seres televisivos, repetimos o que vemos na TV (aberta a tudo que é tipo de situações, boas e más), cada vez mais vinculada a índices de audiência e ao processo mercadológico (e escatológico! basta assistir certas telenovelas que são apenas pretexto, ou mau texto mesmo, para exibir corpos seminus em enredos sem pé nem cabeça!) do que ao pedagógico e educacional. A pedagogia do exemplo da TV reflete positiva e negativamente nos bancos escolares, e em breve voltarei a discutir essa "visão televisiva" que tenho, aqui neste blog.
Observação: Imagem acima, intitulada "Televisão", extraída de página da internet, no seguinte endereço http://spectrum.weblog.com.pt

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