terça-feira, novembro 14, 2006

difereNTE, sim; deficieNTE, não!

O título dessa postagem é uma frase que certa vez li, nos corredores da escola onde funciona o NTE e que reproduz realmente o que é ser um aluno PNEE - portador de necessidades educativas especiais: diferente... A deficência, que eu prefiro chamar de limitação física ou neurológica não impossibilita a aprendizagem, evidentemente, respeitando o seu tempo de aprendizagem.
Não vejo comentários de familiares, educadores e comunidade em relação a turma regular que possui alunos, ditos normais (e o que é normalidade, hoje em dia, num mundo de terror fundamentalista de Bin Laden's versus terror de Estado de Bush's?)...
Entretanto, sabemos que toda turma, seja de alunos-alunos, alunos-professores tem 3 grupos bem distintos: aqueles que tem um rendimento acelerado, os medianos e aqueles que possuem um rendimento mais lento... Nunca ouvi, nem espero ouvir, alguém defender a separação desses 3 grupos, em 3 classes distintas. Por que, então, quando se trata de alunos portadores de necessidades especiais há essa celeuma toda?
Claro é necessário planejamento, infra-estrutura, valorização profissional, capacitação continuada, e acima de tudo apoio e reconhecimento da sociedade para um desafio como o da inclusão educacional, digital e social...
Temos belas teorias, belos discursos, mas a prática inclusiva ainda vem em terceiro plano...
Nós, do NTE, utilizamos em nossas atividades com alunos da Educação Especial, como se frisei em postagens anteriores, algumas bases do construtivismo, principalmente às de Flexibilidade Cognitiva e Aprendizagem Significativa, tendo iniciado de forma intuitiva e experimental um Projeto de Aprendizagem no ano de 2005. Em 2006, ampliamos om leque de atividades - além da informática básica, noções de educvação ambiental - e de apoiadores voluntários, que são portadores de necessidades especiais (intérprete surda e 2 monitoras cegas), que nos mostram um lado que só quem é portador de necessidades especiais pode melhor entender.
Na verdade, iniciamos o projeto meios cegos, surdos e mudos, e hoje, passados quase 2 anos, podemos dizer que aprendemos mais do que ensinamos...
Breve, o NTE-Rio Grande/18ªCRE, em conjunto com os alunos do Projeto de Informática e Educação Ambiental na Educação Especial, estará criando um blog pra publicação e divulgação das atividades do referido projeto. Aguardem.

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