sábado, dezembro 29, 2007

O Código Da Vinci decifrado?

Um dos maiores sucessos de vendas mundo afora, o livro O Código Da Vinci, do escritor Dan Brown, mais do que a polêmica em torno de temas tabu, dogmas religiosos, teorias da conspiração, é uma história que prende o leitor do início ao final da trama, assim como seus outros livros Ponto de Impacto, Anjos e Demônios, Fortaleza Digital, etc. Com o apoio da esposa Blythe, Brown, com rara maestria, mistura história e literatura, em capítulos curtos, cheios de reviravoltas, largando pistas e cacos pelo texto, alguns servindo de mero despiste; outros, como um mosaico literário, vão sendo montados passo a passo. É inegável o talento de Dan Brown para entreter o leitor, do mais displicente ao mais ávido e exigente.
Como acontece com todos que obtém sucesso meteórico - e com ele, campeão de vendas, com livro adaptado para o cinema, tendo como protagonistas Tom Hanks e Audrey Tatou, não poderia ser diferente -, logo surgiram críticas quanto à fidelidade histórica, as teorias expressas, um suposto plágio, com processo milionário e tudo mais. Se Dan Brown não fosse Dan Brown, haveria toda essa polêmica? Talvez não. Eis uma bela teoria...
Dan Brown é o Bill Gates da Literatura. Pelo motivo que, assim como Gates sobe usar uma idéia que já estava pronta e, com seu gênio comercial, previu o potencial dessa invenção, o computador pessoal, já que Steve Jobs era o gênio inventivo, lá pelos anos 70, do século passado – basta assistir ao filme Piratas do Vale do Silício -; Brown se inspirou (e não copiou), quem sabe, na estrutura narrativa e idéia de mesclar história, vida de Jesus, com códigos, criptogramas, e busca incessante por mistérios religiosos, tal como feito quase duas décadas antes pelo escritor espanhol J.J. Benítez.
Quem discordar dessa opinião, sugiro a leitura dos sete volumes da série Operação Cavalo de Tróia, em que Benítez alega ter recebido os diários secretos – não chama-se assim o livro que foi achado numa biblioteca européia, onde consta a lenda do Priorado de Sião, com os nomes dos supostos grão-mestres, dentre eles Isaac Newton, Leonardo Da Vinci, e outras personalidades? – de um major da USAF, que juntamente com outro piloto participaram de pretensa viagem no tempo, justo à era de Cristo, para assistir in loco passagens bíblicas, numa experiência fantástica, descrita nos mínimos detalhes, do ponto de vista histórico, político, religioso, econômico, tecnológico... Cada diário, guardado a sete chaves, remete a um episódio dessas viagens, e a sua obtenção por parte de Benítez, deveu-se a original estratagema de códigos e criptogramas. Lembra algo? Antes de morrer, devido aos efeitos da exposição à inversão temporal, o tal Major, conhecendo o trabalho de pesquisa de Benítez (jornalista, escritor e ufólogo), resolveu remeter uma primeira carta, da qual, a cada passo e mensagem cifrada era descoberta, remetia a outro volume, e assim por diante. Similar, não igual.
Se Dan Brown é exímio contador de histórias (a la 007), Benítez, pelo monumental trabalho de pesquisa histórica, é um escritor diferenciado e reverenciado. Leiam então Operação Cavalo de Tróia, antes de O Código Da Vinci. Depois comparem.
Observação 1: Texto publicado originalmente no Jornal Letra Viva, nº 26, julho/2006, pág.4
Observação 2: Imagem acima, capa do sétimo livro da série Operação Cavalo de Tróia, de J.J. Benítez,extraída da internet, do endereço http://www.benitez.com.br/benitez/

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