segunda-feira, fevereiro 05, 2007

O casamento entre a TV e a internet


Casamento de Internet e TV é o futuro
(Agência Estado) Seg, 05 Fev - 00h16
Informação extraída do Yahoo Notícias.

Nem imagens em altíssima definição, nem fazer compras diretamente pela televisão vão provocar grandes mudanças na forma de assistir à TV segundo o criador e diretor do programa sobre tecnologia, Olhar Digital.
Para Wharrysson Lacerda, é a Internet que tem provocado uma revolução na maneira em que as pessoas utilizam a TV e não a TV Digital.
"É uma evolução do zapping (trocar de canais com o controle remoto infinitas vezes)", diz Wharrysson. "Em vez de zapear entre canais, as pessoas vão zapear entre televisão e Internet para se aprofundar sobre o assunto de um documentário, por exemplo. É inevitável que o modelo mude, simplesmente porque é mais legal assistir a televisão assim", afirma.
Wharrysson também acredita que a TV precisa dar mais liberdade para as pessoas. Dessa maneira, elas assistiriam a qualquer programa na hora que quisessem. "Muita gente não pode mais acompanhar um seriado toda semana no mesmo horário. Se você tivesse a oportunidade de assistir no momento que desejar, sem precisar pagar mais por isso, ficaria muito mais atrativo", afirma.
Apesar de antenado na mudança de comportamento, o diretor já foi pego de surpresa pela tecnologia. Antes do Olhar Digital ir ao ar, ele não pensava em criar um site para o programa. Depois, nas reuniões, se deu conta da necessidade de uma página na Internet, que hoje está em www.olhardigital.com.
Todas as reportagens do programa migraram para a web e, segundo Wharrysson, já contam uma audiência equivalente a um ponto do Ibope da grande São Paulo. "Eu não tinha noção da força do mundo online dos vídeos na Internet".
Ele também não fazia idéia da importância da informática quando, na faculdade de jornalismo, colocaram sua turma para aprender linguagem de programação de softwares. Superada a dificuldade para se habituar aos primeiros computadores, agora o diretor enfrenta outro desafio: adaptar a tecnologia à linguagem da televisão.
Wharrysson se arriscou a fazer um programa de TV sobre tecnologia, assunto que nunca rendeu grandes sucessos de público televisivo na última década. Há 2 anos no ar, Wharrysson juntou no Olhar Digital o gosto pessoal pela tecnologia e a necessidade de informar um público, cada vez maior, interessado em computadores, Internet ou qualquer novidade eletrônica.
"No Brasil, as pessoas têm dificuldade de acesso à informação sobre novas tecnologias e, ao mesmo tempo, têm muita curiosidade para conhecê-las", afirma. O diretor percebeu que a classe média tinha poucos meios para interagir com o mercado de eletrônicos e precisava entender todos termos novos dos aparelhos nas lojas.
Wharrysson reconhece que um programa sobre tecnologia se encaixaria melhor na programação das emissoras de TV por assinatura, mas preferiu levar o Olhar Digital para a TV aberta. Ele vai ao ar todos os domingos na RedeTV às 15h30 e na PlayTV às 22h, aos sábados. "A grande maioria das pessoas discute a tecnologia de um jeito meio distante. Mas elas conseguem entender quando você mostra qual diferença isso faz na vida delas", diz.
Wharrysson explica que a idéia não é fazer um programa completamente didático para não afastar o público que já tem um certo conhecimento na área. O diretor dá como exemplo uma reportagem sobre câmeras digitais. "O que adianta você saber que uma câmera digital tem 7.2 megapixels ou 10.5. O que a gente tenta dizer é: que diferença isso vai fazer pra o cidadão comum? Tudo isso é necessário? Você pode ter menos? Ou é legal ter o mais avançado?"
Para superar a dificuldade de fazer as pessoas entenderem tecnologias, como os microprocessadores de dois núcleos, Wharrysson usa efeitos de computação gráfica. Já para mostrar como um software é instalado ou como funciona um site, ele reproduz imagens das telas do PC na televisão. "Assim fica mais fácil para aprender. Algumas universidades já até pediram cópias de uma reportagem sobre televisores para usar nas aulas", afirma. As informações são de O Estado de S.Paulo/Link.

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