quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Ambiente Escolar





Aviso aos navegantes do ciberespaço e colegas da Educação. Breve estará no ar o blogue ambieNTEscolar" (http://ambientescolar.blogspot.com/), pertencente ao Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) Rio Grande/18ªCRE, do qual estou coordenador, e no qual desenvolvemos projetos com professores e alunos da rede pública estadual em informática educativa. Neste espaço virtual estaremos colocando fotos, detalhes do projeto, atividades desenvolvidas, para promover a divulgação e a interação com a comunidade escolar, na busca de troca de experiências exitosas.


o NTE está implantado desde 2004. Em 2005 desenvolveu projeto de aprendizagem com alunos portadores de necessidades especiais, utilizando a informática e os multimeios. Em 2006, foi dado continuidade ao mesmo, ampliando as turmas, coma inclusão de alunos cegos e com baixa visão. Na edição anterior (sempre desenvolvido no segundo semestre) eram com turmas de alunos surdos, deficientes mentais e portadores de altas habilidades/superdotação.


Com base nessas duas experiências, por dois anos consecutivos, eu, Coordenador do Projeto de Informática na Educação Especial, tendo como parceiras inestimáveis as professoras da Educação especial da E.E.E.F. Barão de Cêrro Largo, onde o núcleo está instalado, penso que tanto a inclusão como a informática, seja de alunos regulares como portadores de necessidades especiais, deve ser pensada e repensada a partir da teoria e da prática educacional. Em 2006, com a participação da professora Janaína Martins, passamos a utilizar o construtivismo como um dos suportes teóricos e pedagógicos do projeto. Breve, no blogue ambieNTEscolar colocaremos maiores informações.


Na minha opinião particular, de quem vive, desde 2004, mais ligado ao tema da inclusão por diversas atividades (como: conselheiro escolar, coordenador do NTE, com projeto de informática inclusiva e educativa, como marido de professora que atua em classe de inclusão (alunos ouvintes e surdos, além de cidadão ligado às coisas ao meu redor), a INCLUSÃO não se restringe a dia, local e hora marcados. Muito pelo contrário, deve ser pensada e praticada dentro e fora dos muros da escola, na comunidade como um todo. E mais, penso que para que a inclusão seja de fato um projeto de cidadania plena de pessoas com limitações físicas, que se dada a chance, podem ter uma vida praticamente normal, tal situação requer a participação não apenas do educador e do gestor escolar e do gestor público. Precisa fundamentalmente também da colaboração das entidades apoiadoras dos PNEEs (portadores de necessidades educativas especiais). APAEs, APADAs, escolas para cegos etc, devem ter uma papel de colaborador-apoiador do projeto inclusivo de uma comunidade. primeiro, pela experiência adquirida em anos a fio de dedicação e de defesa de pessoas, muitas vezes marginalizadas pela sociedade, muitas vezes, inclusiva, pelo próprio desconhecimento ou preconceito sobre o tema. Tais entidades - na minha singela mas esforçada opinião de quem vive dentro do "olho do furacão", que é a educação pública - são essenciais para dar um atendimento em caráter de sala de recursos em turno inverso ao PNEE, pelo simples fato de que a limitação física impõe em alguns casos limitações ao rendimento em classe regular. Assim como o aluno regular, ouvinte, que possui visão normal, em certos casos, necessita de aulas particulares contratadas pelos pais e/ou responsáveis, pelo dificuldade de concentração, dispersão e outras coisas mais, o PNEE também precisa desse apoio. Portanto, as entidades filantrópicas de apoio aos portadores de necessidades especiais, não só podem, como em minha ótica, devem participar da discussão e da aplicação de projetos desta natureza, em prol de uma educação de qualidade, e emancipadora.
Nesse ponto, já tenho obtido apoio de pessoas da comunidade, que atuam voluntariamente em nosso projeto, como intérprete e monitores, mas em 2007, pretendemos, enquanto NTE, ampliar o leque de apoiadores, contatando as entidades acima citadas e outras instituições educacionais, sejam públicas ou privadas, que comunguem com nós o ideal de uma educação igualitária e inclusiva, além da teoria.

Por atuarmos com projetos de aprendizagem, mas não com a educação formal propriamente dita, com currículo, carga horária, dias letivos e metas diversas, pensamos que o nosso maior aliado nesse projeto são os multimeios (TV, DVD, computador, internet etc), e sentimos o quanto torna mais fácil a interação com toda a educação especial. Porém, o professor em classe regular ou inclusiva não dispõe desses recursos tecnológicos. Por isso mesmo, acredito que a sala de recursos, com professores da educação especial, pode ser um grande aliado no processo de ensino-aprendizagem. E vou mais longe... Penso que se os gestores públicos pensarem na inclusão como uma forma efetiva de integração educacional e social, haverá a necessidade de professores com habilitação tanto na disciplina quanto da própria educação especial, seja atuando em classe inclusiva, seja em sala de recursos em turno inverso.
É um tema que proponho a reflexão, aceitando contribuições...

Observação: Na foto acima, turma de alunos surdos da EEEF Barão de Cêrro Largo, do ano letivo de 2005, utilizando um jogo educativo, que auxilia a coordenação motora em relação ao uso adequado do mouse.

1 Comments:

Blogger Teresinha Bernardete Motter said...

Oi Zé, como vais? Vejo que não estás de férias ou está e, mesmo assim,trabalhas. Vim te fazer uma visita.
Abraços
Berna

18:46  

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