quarta-feira, junho 20, 2007

Nós somos máquinas... biológicas

Cada vez mais, diante de muitas leituras e atividades variadas, tenho percebido que a minha memória RAM tem falhado. Às vezes, não lembro mais de nomes de filmes, atores, livros... Minha memória seletiva tem se preocupado apenas com o que estou fazendo no momento, e que não é pouco. De vez em quando, postar algo no blog é uma terapia. Tem momentos que diante dessas lacunas de memória lamento não ter uma tecla RESET, não poder reiniciar a minha máquina biológica, dando o comando alt+control+del. Não tenho inclusive a possibilidade de usar o recursos de desfragmentador o disco rígido, reacomondando meus arquivos interiores de músicas, livros, filmes, memórias variadas... Tudo anda muito embaralhado diante de turmas em que sou aluno, noutras sou educador... Atividades que envolvem áreas do conhecimento como: educação, tecnologia, literatura, história, arte, cultura, etc., parecem engavetadas a trancadas a sete chaves... Mas tenho conseguido, com muita força de vontade, organização, apoio de amigos, colegas e família, conciliar o trabalho no NTE, a especialização em tecnologia educacional, o curso de mídias na educação, o mestrado em história da literatura, conselheiro escolar, conselheiro 1/1000 do CPERS, conselheiro do meu condomínio, pai, marido, etc etc etc.
Claro que, quanto mais vejo o tempo passar, as atividades se acumularem, os prazos diminuírem, lá vem de novo o frio na barriga...
Ano passado, já senti na pele um grande desafio de acumular duas especializações: essa em tecnologia educacional e outras, em História do Rio Grande do Sul. No início me apavorei... Achei que não conseguiria... Mas passado o sufoco inicial, acabei criando laços de coleguismo e amizade com ambas as turmas, e graças a isso pude enfrentar esse desafio... No fim, para minha surpresa, mas também resultado de minha dedicação a tudo que faço, na pós em História tirei a nota 9,0, e o ensaio (História, Literatura e identidade regional: o gaúcho típico e seu arquétipo a partir da obra de Érico Verissimo), com base na monografia, será em breve publicado, junto com o trabalho de outros colegas.
Lamento, quando vejo colegas, diante dos primeiros problemas, optarem pela tecla ESC (escape em inglês, que significa saída, tecla muito usada em jogos, quando não está visível o local pra sair do mesmo), como ocorreu com alguns nessa especialização em tecnologia educacional. Trabalhar com tecnologia é sempre um desafio pra o adulto, como é o meu caso, que não tem praticamente se alfabetizado diante de um microcomputador, como a geração atual. Confesso que às vezes, apesar da experiência na área, sinto aquele frio na barriga, como qualquer principiante, quando tenho que iniciar uma atividade desconhecida, como está sendo a Oficina Proa 16A, Limites e Funcionamento do Computador, com a linguagem Logo e o software SuperLogo. Entretanto, como uma boa "máquina biológica", não fico restrito a comando pré-estabelecidos nem código binário. Através de erros e acertos, vou experimentando novas possibilidades, apesar do desgaste físico e emocional. Assim é a vida. Nada se ganha se nada se enfrenta. Então, graças aos apoios que recebo, principalmente da família, que compreende minha ausência, ainda que de corpo presente, quando em casa nos "fins de semana, feriados e dias santos", diante de um PC, sigo o que Chuang-Tsé (369-286 a.C.), filósofo chinês disse: "O plano de um só homem pode ser incompleto. O de dois será sempre melhor". E se tiver três os mais pessoas que pensem como nós, tudo será bem melhor, estabelecendo redes e conexões lógicas, além da fiação.
Observação: Imagem acima extraída da internet, intitulada "The Anthropomorphic Cabinet" (1936), de Salvador Dalí.

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