quarta-feira, abril 25, 2007

Sobre Homens e Livros


Em matéria publicada no suplemento O Peixeiro, coluna Artes & Livros, do Jornal Agora (www.jornalagora.com.br), de Rio Grande, edição de 24/4/07, tratou do "maior escritor infantil brasileiro de todos os tempos, José Bento Monteiro Lobato", que completaria 125 anos no dia 18 de abril. Autor da obra inesquecível "O Sítio do Picapau Amarelo", com personagens impagáveis como Narizinho, Pedrinho, Tia Benta, Emília, Visconde de Sabugosa, Tio Barnabé, Zé Carneiro, Tia Anastácia, Cuca, Saci, Rabicó e outros mais... Se Lobato tivesse nascido e escrito no hemisfério Norte, talvez tivesse o mesmo prestígio que Walt Disney ou do autor de J. M. Barrie, autor de Peter Pan. Como viveu toda a sua vida na periferia do mundo, seu trabalho não teve o devido reconhecimento.
Lembro que, quando da primeira versão do Sítio estreou na TV brasileira, eu era um adolescente que adorava história, e posso dizer que o universo de Monteiro Lobato causou em mim o mesmo impacto que na geração atual, com Harry Potter e assemelhados.
Lobato ficou famoso também pela campanha "O Petróleo é nosso!", e por uma frase emblemática: "Um país se faz com homens e livros". Num país em que a média per capita de leitura de livros é uma média de 2 (dois!) ao ano, se não estou equivocado, nunca a assertiva de Lobato esteve tão atual e paradoxal. Mas, sejamos justos com a Brava Gente Brasileira, em que o preço do livro é proivbitivo ao trabalhador, que existem poucas bibliotecas públicas, que não há um hábito de leitura, incentivado desde a tenra idade.
Eu virei um devdorador invertado de livros e rato de bibliotecas e sebos, graças a dona Hildette, professora primária aposentada, e minha mãe, que sempre deixou a minha disposição livros, revistas, jornais... Se hoje sou escritor, nas poucas horas vagas, a "culpada", sempre digo, é dona Hildette. E também devo muto aos professores que tive e ainda tenho em minha vida escolar, que retomei a partir de 2005, quando vim pro NTE e de lá não parei mais...
Ano passado, eu e minha colega Janaina brincávamos muito que iríamos criar o "Site" do Picapau Amarelo, para o núcleo de tecnologia educacional (NTE/18ªCRE). Evidentemente um jogo de palavras com a expressão inglesa "site" (sítio, em português). Como não temos cursos de webdesigner, mas aprendemos a fazer blogues (diários virtuais), na especialização em tecnologia educacional. Uma poderosa de interação que deve ser colocada a serviço da educação. Mas o CTI/FURG nos ofereceu a oportunidade de criar nossa sonhada página, sem ônus, que breve estará no ar. E acabamos de tanto brincar com aquela palavra, fazendo uma coisa séria. Identificar cada uma das dez máquinas que tínhamos em 2006, hoje são 26, com a imagem de uma personagem de Monteiro Lobato, integrante do Site, ou melhor, Sítio do Picapau Amarelo. As crianças do projeto de informática na educação especial, do qual sou coordenador e Janaina coordenadora adjunta, gostaram muito da idéia. Foi um resgate histórico e cultural à memória de Monteiro Lobato que fizemos. Unir a educação à cultura, do erudito ao popular, uma forma de também unir o útil ao agradável.

Observação: a imagem acima "The librarian", de A. Martins de Barros.

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