sábado, outubro 06, 2007

Sobre continuidade e ruptura na Educação

Foi publicado, hoje, no Jornal Agora de Rio Grande - RS - Brasil, o artigo intitulado "Educação: continuidade e ruptura", de autoria de Maria Alice de Castro Rocha, educadora, psicopedagoga, doutora em Psicologia, em que aborda aspectos relevantes do processo de ensino aprendizagem. Eis fragmento dele:
"Como aliar ruptura e continuidade? Este é o grande desafio da escola contemporânea. Não se pode deixar de lado o saber construído e sistematizado, como as formas de organização destes. A escola precisa mais do que nunca debruçar-se para desvendar o significado do conhecimento e como se dá a aprendizagem. O conhecimento não vem de fora para dentro, mas se dá pela apropriação de um ser que o busca e o transforma de acordo com seus recursos internos. Mas também não se dá em meio ao nada, mas sobre algo dado, dado pelo outro, pela humanidade".
Para acessar seu inteiro teor, basta clicar no título desta postagem.

2 Comments:

Blogger Robson Freire said...

Rubem Alves disse, numa palestra em Brasília, que o professor precisa ser educado para dar ouvido às crianças. Além de educar o olhar, é preciso educar o ouvir. O professor deve ser como uma mãe que garante, no seu silêncio observador, a mansidão do espaço da criança. Esta é, por fim, a essência da educação.Ele falou que a primeira aptidão que um bom professor precisa oferecer: gostar de crianças. A primeira coisa que deve professar: ensinar a VER. O educador enumerou as três etapas da vida – e isso vale para todos os mortais: Ensinar o que sabe; ensinar o que não sabe e o esquecimento. Deve-se esquecer o que aprendeu. Esquecer para lembrar. Confuso? Para explicar melhor, citou os Mestres do Zen Budismo que se dedicam a dar rasteira no pensamento das pessoas para que, sem as amarras dos “paradigmas” possam repensar. Ou seja, a teoria do Zen Budismo se encarrega de desensinar. Citou o paradigma medieval de que a terra era o centro do universo. Para que fosse aceita a idéia de Galileu Galilei de que a terra gira em torno do sol, foi preciso que a comunidade científica esquecesse a teoria até então em voga.
E exatamente sobre esse tipo de ruptura na educação que estamos precisando.
Robson Freire

22:19  
Blogger Robson Freire said...

A história que mais gostei, que o Rubem Alves contou, foi a de que o homem carrega duas caixas enquanto viaja pela vida. Na mão direita, uma caixa com objetos úteis, que Rubem Alves chamou de ferramentas. Extensões do corpo que servem para fazer algo, até então impossível de se fazer só com nossos recursos corporais ou coisas que podemos fazer mas com as ferramentas usamos de menor esforço. São melhorias do corpo. Na mão esquerda, o homem carrega outra caixa. Esta, repleta de objetos inúteis que o professor chama de brinquedos. Não servem pra nada, a não ser para nos dar prazer. As ferramentas são meios de vida, mas, sozinhas, não nos dão razão para viver. Na verdade, aprendemos a usar as ferramentas que abrem a caixa dos brinquedos. Nossa verdadeira razão de vida.

Abraços

22:21  

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